COCO BONGO: Ir ou não ir?

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Em minha defesa vou começar este post afirmando que não sou daquelas que reclama de tudo ou que vê defeito em qualquer coisa. Juro!

Coco Bongo é uma balada muito bem cotada que promete uma noite digna de Las Vegas, com direito a muita festa e apresentações hollywoodianas.

A casa é muito bem vendida pois a propaganda rola solta e está presente em simplesmente todo canto o que fará com que o slogan Sorry, Not Sorry grude em sua cabeça mais que chiclete fazendo até Kotler chorar de orgulho, em seu túmulo, se pudesse!

A imponência da casa de shows é vista logo quando você pisa em solo mexicano e é arrebatado por aquele cheiro de baunilha que só Cancún tem e vê no teto um homem aranha andando pra frente e para trás no teto. Foi nesse momento que decidimos que tínhamos que ir até lá!

Meus sogros foram alguns meses antes e amaram! Talvez tenhamos criado muita expectativa com base no Moulin Rouge, de Paris, o qual tínhamos adorado um ano antes. Não sei dizer onde começou a dar ruim. Só sei que deu … e bom, infelizmente a primeira impressão foi a que ficou.

Compramos nossos ingressos para um dia de semana x, talvez na terça… não me recordo, com um vendedor a paisana que estava na praia do hotel e foi super simpático. Conversamos bastante com ele que por coincidência namorava uma mulher da mesma cidade em que eu morava no Brasil. 

O ingresso custou 70 dólares por cabeça com direito a transfer hotel-balada na ida e open bar. Barato ou caro? Bom, na hora pareceu barato … era open.

A Coco Bongo é um lugar onde você vê pessoas de todas as idades, nacionalidades e estilos o que é bem legal. Você irá encontrar desde a menina em cima de um salto 15 super produzida até o cara de chinelo que provavelmente passou o dia todo em alguma pool party e depois rumou até o local. Não carece de nenhuma produção tanto é que fui de vestido longo e rasteira e não me arrependo… estava adequada ao local tanto quanto.

As portas abrem por volta das 22:30 hrs, porém é comum chegar um pouco antes para garantir um melhor local. Enquanto se forma uma fila enorme na bilheteria alguns bailarinos, garçons e drink girls fazem a festa na calçada. Rola até capoeira e passista.

Nosso ingresso dava direito ainda a um brinde ( uma sacola e uma camiseta) que recebemos logo na entrada junto com um welcome drink pequenininho de algo que não faço ideia do que seja. Sobrevivi.

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Uma vez dentro da balada, você é direcionado a uma mesa. Fiquei contente afinal teríamos uma vista privilegiada do show pois estávamos exatamente na primeira mesa depois deste palco preto acima.  

Achei a casa pequena… bem pequena para as resenhas que li onde diziam que centenas e mais centenas de pessoas visitavam o local diariamente. Ok.

Para quem acha isso um problema vou logo avisando que as mesas são partilhadas com pessoas que você não conhece. Mesmo as pequenas.

Quanto ao open bar, a casa oferece apenas três opções de drinks e uma opção de cerveja. Depois que o garçom trouxe o que solicitamos nunca mais o vi. Nenhum outro. Nem na saída… 

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Única foto do dia. O show ainda não tinha começado mas minha cara de decepção já estava fabulosa! Rsrsrs

A seleção de músicas é boa com uma coletânea pop que incluí novos lançamentos e algumas músicas mais antigas. Toca até algumas músicas sertanejas como Ai Se Eu Te Pego e Balada do Gusttavo Lima. Dá para dançar …

O show se inicia por volta das 23 horas e nessa hora aproveite para fazer seus últimos movimentos da noite pois após o início é impossível dançar ou se quer se mexer. É muito desconfortável.

Sobre o show, que era o que mais estava afim de ver, infelizmente não posso dizer nada pois não vi. O palco se torna um bar onde colocam meninas para dançar. Sou baixinha e não consegui ver absolutamente nada pois quando começavam as apresentações ninguém as tiravam de lá.

A música é extremamente alta para um local tão pequeno e para quem fica perto das caixas de som chega até a machucar o ouvido. Conversar entra na categoria do impossível junto com fazer qualquer movimento como coçar a cabeça.

A Coco Bongo conta com vários recursos como gelo seco, papel picado, bexigas para incrementar ainda mais a sua noite. A proposta é legal … A execução não tanto!

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Jato básico de gelo seco!

Estava bem debaixo do duto de gelo seco e toda vez que tocava a sirene da fumaça tinha que segurar para o vestido não subir. Fora o frio … 

O jato também saía de por debaixo do bar e daí já dá para imaginar o que aconteciam com todas aquelas garotas, né?! Pagaram calcinha.

A primeira vez até é engraçadinho agora depois da terceira, quarta vez com as mesmas pessoas ficou chato, porque era muito obvio o que aconteceria a seguir. 

Os funcionários da casa são um ponto positivo em meio a esse mar de pontos negativos. São super respeitosos e animados. Fui chamada diversas vezes para subir para dançar também e quando negava eles não insistiam simplesmente agradeciam e iam procurar a próxima vítima.

Geralmente quem subia no bar eram sempre as mesmas meninas. Serviam tequila a rodo lá em cima e daí o motivo da minha recusa ( Carol e tequila funcionam feito Mentos com Coca Cola, ou seja, não presta! Passo mal na mesma hora e já imaginou o vexame?!)

Fui bem no início do Spring Break e pude sentir seus efeitos. O relógio mal marcava meia noite e meia mas já estava parecendo fim de festa com gente tombando de tão bêbada. Meninos e meninas de 18 anos ou pouco mais tão alterados a ponto dos olhos revirarem e mal conseguirem ficar em pé. Algumas garotas tão bêbadas que não lembravam com quem estavam na balada e dando em cima até do poste da rua. Um situação degradante.

A casa possui vários locais onde as dançarinas ficam e quando não está tendo apresentação fica á disposição do público. Feito queijo em balada, sabem?! Esse foi um ponto que chamou minha atenção e chegou inclusive a me incomodar um pouco. 

Não sei se pelo apelo do álcool ou por atenção as danças eram cada vez mais pesadas. As garotas praticamente ficavam paradas passando a mão pelo corpo e a coisa era tão “too much, amiga” que chegaram até a cair no chão ou mostrar o peito sem querer. Deselegante!

Bom, a este ponto já devem ter percebido a minha sincera opinião sobre o local. Odiei! A uma hora da manhã já estávamos a caminho do hotel. 

Não sei dizer se esta noite em especial foi ruim ou se no geral é sempre assim. Não voltaria e não recomendo. 

Alguém por aqui já foi ao Coco Bongo Cancún?! Gostou?! Me relata nos comentários. 

Beijos,

assinaturablog

 

OBS: Fotos retiradas do site oficial da atração e de pesquisas no Google. Para a retirada ou crédito de algumas das imagens acima favor enviar e-mail para bravenewrome@yahoo.com ou avisar através dos comentários.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3 comentários sobre “COCO BONGO: Ir ou não ir?

  1. sonhosdeviagensblog disse:

    Oi!!! Acho que deve ser sempre assim, pois lendo o que vc escreveu, lembrei de mim que passei a mesma situação.
    Os shows foram super bacanas, mas quando jogaram cerveja em cima de mim, porque estavam dançando bebados, acabou a festa, para não arrumar problema fui embora!!!

    Curtido por 1 pessoa

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